GPB apoia "tratoraço" contra aumento de impostos em SP

Protesto pacífico acontece nesta quinta-feira (07) em mais de 50 municípios de diversas regiões paulistas

O GPB - Associação Grupo Pecuária Brasil vem a público manifestar o seu total apoio ao "tratoraço" que está sendo organizado por produtores rurais do Estado de São Paulo. O evento pacífico e ordeiro - marcado para esta quinta-feira (07) - tem como objetivo protestar contra o fim da isenção de 4,14% sobre o ICMS dos produtos agrícolas.

Através das redes sociais, sindicatos rurais e cooperativas do interior paulista estão convocando toda a classe para se juntarem a manifestação. Mais de 50 municípios, de diversas regiões do estado, já confirmaram participação no evento.

De acordo com os organizadores do "tratoraço", a ideia é que tratores e caminhões se reúnam próximos aos supermercados das cidades a fim de alertar a população de que, no final das contas, quem vai pagar a conta desse aumento é o povo. Afinal, a cobrança incide sobre a cesta básica e, em efeito cascata, irá atingir a economia paulista como um todo.

"O momento não é de aumento de impostos, isso é inaceitável. Existem outras formas de resolver os problemas econômicos do estado, sem sobrecarregar os contribuintes. Porque quem vai pagar essa conta é consumidor. Por isso, o GPB apoia o 'tratoraço' e espera que ele possa chamar a atenção dos governantes para a situação", frisa o presidente da agremiação, Sr. Oswaldo Furlan Júnior.

Vale destacar que o aumento de impostos no Estado de São Paulo é resultado da Lei 17.293/2020 e do Decreto 65.254/2020, aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e, posteriormente, sancionado pelo Governador João Dória. Ela determina, portanto, que, a partir de janeiro de 2021, seja aplicado sobre os insumos, combustíveis e energia elétrica utilizados no trabalho agrícola, a carga tributária de 4,14%.

Como resultado, inúmeras atividades serão atingidas pelo decreto. Afinal, haverá reajustes em itens como: leite longa vida, carnes, medicamentos para Aids e câncer na rede privada, cadeira de rodas, próteses e equipamentos para pessoas com deficiência, têxteis, couros, calçados, etc.

"Em um momento tão desafiador por causa da pandemia, marcado pelo desemprego, fim do auxílio emergencial e inflação alta, o governo paulista toma uma decisão inaceitável, que irá, certamente, impactar toda a sociedade. Temos que unir em prol dessa causa", finaliza o presidente do GPB.

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