GPB Leite visa levar informação de qualidade aos produtores do setor

Grupo que é um subgrupo da Associação GPB - que agrega todo o setor da pecuária - foi criado em 2018 e conta, atualmente, com mais de 160 integrantes exclusivos da pecuária leiteira

Com a finalidade de levar informação de qualidade e precisa aos produtores de leite de todo o país, e sendo uma vertente do grupo principal, que é a Associação Grupo Pecuária Brasil - surgiu em 2019 o GPB Leite. De acordo com o coordenador e administrador do subgrupo, Jonas Ciccone Ferro, de Avaí/SP, a ideia do GPB Leite surgiu no esteio do sucesso do GPB, em reproduzir suas iniciativas também para a pecuária leiteira.

Entre as principais iniciativas do GPB Leite está a de levar informação de qualidade aos produtores de leite do país através do WhatsApp. Afinal, diferente do GPB, que o Balizador é a menina dos olhos do pecuarista de corte, no Leite é mais difícil o desenvolvimento de um balizador por vários motivos. Como resultado, o grupo já conta com 160 participantes.

"Acho que a maior contribuição do GPB Leite foi até agora trazer uma informação mais fluida, de fácil consulta para o produtor, informação concisa. As vendas são feitas diariamente, sem possibilidade nenhuma de aguardar cotação. Dessa maneira o GPB Leite precisou explorar o ambiente do WhatsApp com outras possibilidades. Aos poucos o grupo filiado foi ganhando um formato de revista interativa. Muita informação técnica, econômica, discussão de temas pertinentes ao setor, gráficos", conta Jonas.

Contudo, a ideia do balizador para o leite ainda não é algo que foi descartado. "Ainda é um projeto. Precisa ser algo que venha a somar. Hoje já existe o Cepea que traz a média de preços pagos ao produtor no mês anterior. Talvez façamos algo semelhante numa escala GPB, só de membros associados e por perfil produtivo. Algo que considere o volume, o tipo de manejo (pasto ou confinamento); se confinamento, apurar valores de quem utiliza "compost barn" e freestall. Um sonho, mas apenas um sonho ainda, é ter um balizador dos custos de produção. Também por perfil".

Principais reinvindicações do setor

Diferente da pecuária de corte e da agricultura de grão, o leite não tem parte significativa da sua produção destinada à exportação. Isso torna o segmento altamente dependente do mercado consumidor interno, a mercê das políticas econômicas e do nível de desemprego. "Quanto melhor a renda da população e quanto melhor distribuída, maior é o consumo de leites e derivados. Se falta dinheiro a mãe de família, o pai de família não compra queijos, iogurtes, pizzas e lanches. Numa pizza de muçarela vão pelo menos 5 litros de leite", frisa o coordenador do GPB Leite.

Outro ponto importante discutido pelo GPB Leite é o volume de importações de lácteos. "Alguns países produzem muito leite, muito mais que seus mercados carecem, a exemplo de Uruguai, Argentina, Nova Zelândia, e sobretudo países europeus. Esse excesso de leite acaba invadindo nosso mercado, principalmente com leite em pó. Mesmo em tempos de câmbio desvalorizado, Uruguai e Argentina conseguem exportar para o Brasil com preços super atrativos. Resultado, nosso leite desvaloriza". Como resultado, entre as principais reivindicações atuais do GPB Leite está a de conclamar ao poder público para limitar as importações.

Por fim, vale destacar que os produtores interessados em participar do GPB Leite devem acessar o site do GPB, clicar na aba "Contato" e enviar uma mensagem solicitação a inclusão no grupo. Em seguida, um dos representantes irá entrar em contato.

Instagram: @gpb_oficialFacebook: grupopecuariabrasil | Youtube: Canal GPB - Grupo Pecuária Brasil

Por Agrovenki
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Pixabay

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